
Seria uma boa razão para ver a guerra das estrelas, principalmente para não fãs como eu.

Para os mais distraídos, as eleições legislativas em Itália estão aí a chegar. Este senhor com ar ridículo aqui à esquerda chama-se Salvatore Marino e vai candidatar-se com o seu movimento Machos 100%. Não sei em que mundo vive ou que drogas toma. O certo é que este senhor (hahaha) disse qualquer coisa como: "Fui chamado por Deus para levar a cabo uma missão: lutar contra essa aberração satânica chamada feminismo e fazer com que o homem recupere o seu estatuto de superioridade".
Xô Matxo: o feminismo pode ser estúpido, mas daí a aberração satânica vai uma grande IP5. Já agora, não sei se deu conta, mas com esta frase assumiu a igualdade entre sexos, senão mesmo a inferioridade que sente por ser homem em relação à mulher.
Como um mal nunca vem só, este xô também diz coisas como: "todos os grades líderes políticos foram sempre viris homens de direita".
Não lhe chegava ser machista, como também se assume neofascista. Mais um que nasceu fora do seu tempo.

Ao contrário de muito bom país que aí anda, como a Somália, a Somalilândia tem um sistema político que funciona, moeda própria (shilling da Somalilândia),hino, código telefónico, força policial e até instituições governamentais. Depois de o Governo da Somália ir por água abaixo, a Somalilândia declarou-se independente em 91. Fartos das disputas entre tribos e por território, decidiram lutar por um país independente. Conseguiram. Tornaram-se independentes, criaram governo, hospital, tropas, para poderem ser um país a sério. Mas dada a sua situação geográfica, a situação financeira não está nas melhores condições. Com um orçamento anual de cerca de 5milhões de dólares, não dá para tudo. No entanto, o chefe de governo sente-se contente com todos os progressos feitos à custa de um povo que se sacrifica só para poder viver num país em paz. Felizes longe da guerra, só querem um cantinho que possam desenvolver e tornar melhor.
Ok, chega de choradeira.
Esta história toda era só para dizer que os desgraçados da Somalilândia (gosto tanto de dizer isto) passam fome. Com terras de merda que não dá para cultivar nada, a comida é difícil de conseguir. E claro, como estão colados aos burro somalis, os ainda mais burros países ricos recusam-se a reconhê-los como país e, consequentemente, a ajudá-los com ajudas externas, quer a nível alimentar quer a nível de ONG's que podiam ajudar à pala. Por causa de uns burrancas que não sabem ver mapas, este país está a morrer e eu a ver. E olha que é malta fixe, da paz.
Enfim, sou pelo reconhecimento da Somalilândia como país. Tenho dito.


Este senhor, pouco visível graças à minha parca habilidade com computadores, é Joe Berardo. Não interessando o que ele faz, posso concluir que é rico, muito rico, um dos 10 mais ricos de Portugal. E com bom gosto. Ao longo dos tempos, este senhor conseguiu construir uma das mais importantes colecções de arte moderna do mundo, quiçá da europa.
Perante tais informações, o Governo correu logo atrás do homem para ve se arranjava a possibilidade de expôr a dita colecção em Portugal. Seria óptimo, uma colecção de arte moderna em Portugal, uma exposição permanente, num museu e tudo. Todos ficaríamos a ganhar, graças à boa vontade do senhor Joe, que se disponibilizou ceder o gozo das suas obras.
Ora, mas todos sabemos como o português é ganancioso e, no que toca ao Estado/Governo, a coisa aumenta exponencialmente. Não contente com a disposição em negociar a exposição das obras, o Governo apresentou uma proposta ao senhor Joe: "tu dás os quadros ao Estado e nós vamos pô-los num museu para todo o turista ver". Aqui está um dos melhores exemplos do "eu dou a mão e tu puxas logo o braço todo". Mas por que é que raio Joe Berardo, casado, pai de filhos e avô de netos, haveria de querer doar as suas valiosíssimas obras ao Estado? A ministra Isabel Pires de Lima não fez por menos: já que é para pedir, que seja algo de jeito. Inverteu os papéis e fez parecer que não era o Estado a precisar da generosidade de Joe, mas exactamente o oposto. Pergunto-me o que ganharia o senhor em troca. Claro que Berardo recusou, como bom homem vindo do nada, que ganhou a sua fortuna a pulso e graças a um bom olho.
Entretanto, xô dona Isabel já vai na terceira proposta enviada ao senhor. Vamos lá ver no que isto vai dar.




A Selecção Nacional sub-19 de futebol feminino anda a dominar. Depois de derrotar as romenas por 6-0, voltaram a enfrentá-las e a meter-lhes mais 3 na pá, sem respostas. Força gajas.
Eu leio "Direito da Família e das sucessões- Relatório sobre o programa, o conteúdo e os métodos do ensino de tal disciplina", de Rabindranath Capelo de Sousa.
É tiro e queda. Se chegar à 10ª página já é toda uma conquista. Recomendo vivamente.








Este gajo é o máximo. Primeiro, pede à indústria farmacêutica para reduzir os preços dos medicamentos para o tratamento da SIDA, enquanto continua a fazer campanha contra o preservativo. Segundo, proibe Daniela Mercury de cantar no concerto de natal do Vaticano, porque ela participa na campanha a favor do preservativo, e depois nem aparece no dito cujo, nem manda ninguém que o represente. Agora, anda armado em Pai Natal a não dá nada a ninguém. Que senhor tão irónico. Deve ter aprendido isso quando era nazi...

O condutor português não faz pisca.
O condutor português não respeita velocidades. Gosta de ultrapassar no fio da navalha e faz questão de espetar com os máximos a quem quer que seja. O condutor português não admite ser ultrapassado por uma mulher e, quando isso acontece, acelera até deitar os bofes de fora, só para não ficar em pouco. Depois admiram-se que haja tantos acidentes rodoviários. Isto está de tal maneira, que o chefão da BT se deu ao trabalho de enviar um relatório para uma agência noticiosa a informar que, em certo dia, não tinha ocorrido um único acidente. Isso é que é notícia.
O condutor português tem muitos acidentes. Como se o facto não bastasse só por si, o condutor português é cusco. Mal se começa a formar uma fila sem movimento, devido a estrada cortada, a criatura salta logo do carro para ver o que se passa. Se são obras na estrada, volta para o carro, fuma seu cigarrito e, caso a coisa de prolongue por mais de 5minutos, faz inversão de marcha e baza. Se é acidente, sai do carro (sem colete, claro), vê o que se passa - tudo muito bem visto -, vai ao carro chamar a mulher e as criaturinhas e fica especado a olhar para a desgraça alheia. Se não houver sangue, segue pela berma da estrada ou em contramão para passar de vez todos os camiões ainda parados (isto se não fizer inversão de marcha). Se houver, aguenta-se por ali mais um tempo, pelo menos até a ambulância chegar.
O condutor português é especialista a analisar acidentes e a mandar as suas postas de pescada quanto às causas. Contudo, é incapaz de aprender o que quer que seja com o que acaba de analisar.
